Going Global 2012 – British Council, 2º dia

Além das apresentações, que têm sido muito interessantes, o evento busca reunir pessoas em torno de temas comuns. Ontem tivemos um almoço do Brasil, em que participantes brasileiros e do Reino Unido tiveram a chance de se encontrar, trocar informações, conversar sobre projetos de interesse comum.

Um dos temas tratados foi o programa Ciência sem Fronteiras do governo federal. Glaucius Oliva, president do CNPq, estava presente e fez um breve comentário sobre o programa e agradeceu ao British Council pela iniciativa.

Tive a oportunidade de conhecer pessoas de várias áreas, desde administradores acadêmicos a pesquisadores. Em particular, Colin Grant de Surrey, Mary Stiasny da Universidade de Londres, que demonstraram bastante interesse em relação à Unicamp. Além deles, representantes de Warwick e de Kingston também manifestaram muito interesse no Brasil e na Unicamp em particular.

Uma das sessões hoje tratou de colaboração e redes. Como sempre, o assunto de taxas escolares aparece, pois hoje, na maioria dos países, as universidades cobram taxas, sejam públicas ou privadas. Como no Brasil isso não ocorre, há sempre a questão de como se dá a contrapartida na troca de estudantes. Também foi levantada a questão da governança, já que a mudança de reitores leva, em geral, a uma guinada nas políticas de internacionalização, sendo uma área em que os modos tradicionais de controle acadêmico não são tão desenvolvidos. O tema educação geral apareceu novamente, numa seção sobre como educar  para o século 21.

A última sessão de hoje, de que participaram nossos conhecidos Philip Altbach (Boston College/IHE) e Francisco Marmolejo (U. Arizona), além do Ministro de C&T do Paquistão, tratou da questão de como instuições podem atingir a excelência acadêmica, num ambiente de crescente competição internacional. Phil foi bem claro: nenhum país tem condições de financiar um sistema em que todas as instituições seriam universidades voltadas para pesquisa. Foi ainda mais radical: países pequenos talvez só deveriam ter uma tal universidade, que seria sua face externa para o mundo acadêmico. Almejar ter um sistema em que a maioria das instituições teriam foco em pesquisa seria desastroso e provavelmente levaria, de fato, a não ter nenhuma com suficiente financiamento para fazer pesquisa em nível internacionalmente competitivo. Citou como exemplo o sistema da California, que tem três grupos de instituições, cerca de 150 no total, mas apenas 10 delas têm programas de doutorados acadêmicos, onde a docência é avaliada essencialmente pelo desempenho em pesquisa.

Marmolejo apresentou o caso do Instituto Tecnológico de Monterrei, no México, que tem buscado o nível de uma instituição de pesquisa. O ministro de C&T do Paquistão apresentou o esforço daquele país para desenvolver instituições de alto nível em pesquisa, com números muito interessantes. Enfatizou a necessidade de investir nos jovens que estudam fora, oferecendo uma bolsa inicial de 100 mil dólares para que voltem para o Paquistão e se estabeleçam lá.

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Uma resposta a Going Global 2012 – British Council, 2º dia

  1. Cleide Ferreira disse:

    Com professora do fundamental I , psicopedagoga, na rede municipal de Sorocaba e aluna ouvinte do prof. Silvio Gamboa na UNICAMP, este blog tráz abordagens interessantes para minha atuação , pois a educação do século 21, está sendo histórica da cidade de Sorocaba, atualmente estou como professora itinerante, visito as unidades escolares e constato o quanto estamos avançando, prestando assistência aos alunos com todo tipo de necessidade para que permanecem nas escolas e de preferência em período integral.

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